Psicologia hospitalar e formação

Você alguma vez já esteve internado em um hospital? Ou, já foi visitar um parente ou amigo querido internado? Então você sabe o que, normalmente sentimos quando entramos em um hospital.

A sensação só é boa quando vamos visitar um bebe que acabou de nascer, e que está muito bem, mas em todos os outros casos, o que se apodera de nós é apreensão, medo, angústia, ansiedade, e sentimentos assustadores. Isto porque, associamos o Hospital ao sofrimento, ao desespero, à morte.

COMO SE SENTE A EQUIPE DE SAÚDE?

Agora, já pensou em como os profissionais que ali trabalham se sentem? Pois, por incrível que lhe possa parecer, em muitos momentos (talvez na maioria deles), sentem-se da mesma forma que você! Surpreso?

Pois, a carga de trabalho a que são submetidos, as precárias condições institucionais em que trabalham (até mesmo em hospitais privados isto acontece), a responsabilidade que tem sobre seus ombros, a pressão de familiares e pacientes sobre informações, são imensas. Apesar de parecerem muito seguros de si, com a aceleração de avanços na Medicina e com o pouco tempo que tem para a atualização constante, não é raro que médicos e enfermeiros sintam-se desatualizados, e inseguros quanto a diagnósticos, tratamentos a propor, e, prognósticos a traçar.

A PSICOLOGIA  HOSPITALAR

A Psicologia Hospitalar, uma Especialidade da Psicologia reconhecida pelo CFP, pela Resolução No 014/00, se propôs a trabalhar com a população que compõe um hospital, tanto paciente, parentes, quanto toda equipe de saúde que ali se encontra.

Entretanto, diferente do que muitos pensam, a tarefa do Psicólogo Hospitalar não se atem à assistência à paciente/família/equipe de saúde, mas inclui importante tarefa de realização constante de pesquisas, além de funções pedagógicas. Para exercer todas estas funções, o psicólogo formado necessita de um Curso de Formação  nesta área, para que se inteire de todas suas funções no âmbito hospitalar, assim como de supervisão de seus primeiros passos nesta especialidade, que muitos pensam ser simples, mas que, diferente de seu início, hoje possui conceitos, objetivos e técnicas próprios.

Além de formação especializada, o psicólogo precisa entender que, para lidar com o sofrimento, angústias e dúvidas do outro, precisa ter consciência clara de seus conteúdos internos para que não se confunda na relação com o próximo, a quem pretende auxiliar a desemaranhar sensações e sentimentos.

Durante meus 43 anos de prática nesta área, muito me chama atenção profissionais que se enganam e acreditam que para exercer esta especialidade precisam exclusivamente de uma oportunidade para aí trabalhar. Fico observando-os só para ver sua enorme surpresa ao encararem a realidade hospitalar, de frente. A carga desta função não nos deixa enganar quanto a necessidade de um apoio no estudo aprofundado, na supervisão da atividade prática, e na terapia deste especialista, que muitas vezes só percebe isto ao já estar completamente confuso com sua tarefa dentro da atuação na  realidade hospitalar.

A ATUAÇÃO NA PSICOLOGIA

Não nos podemos enganar: na atuação em psicologia, qualquer que seja a especialidade, necessita-se de completa dedicação ao estudo orientado, ao suporte supervisionado para prática, e ao trabalho emocional de nós mesmos. Tudo isto, realizado por profissionais com formação, com prática, e conhecimento profundos.

A Formação na especialidade, a supervisão e a psicoterapia são  o que melhor que podemos fazer por nós , profissionais éticos e com desejo de vencer nesta profissão, que muito nos oferece em termos de atuação.

 

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MARIA ALICE LUSTOSA, PhD